A exposição ‘Os sentimentos vastos não têm nome’ reúne a produção dos artistas do LeBre artes visuais, grupo de estudos em atividade há 12 anos. Tem direção artística de Reginaldo Pereira, artista e fundador do grupo.
A exposição apresenta trabalhos em desenhos, pinturas, obras têxteis e instalações. Pretende acessar as vontades primordiais dos artistas, seus processos, temas, técnicas e subjetividades de maneira aberta e sensível.
O grupo é composto por artistas que assumem o espaço de encontro como um território de escuta mútua. Cada integrante traz seus próprios temas, técnicas e modos de fazer — mas é no gesto de aproximação que algo se expande. Há processos de pesquisa que se contaminam, deslocam-se, reverberam uns nos outros, criando um campo comum onde as subjetividades não se anulam, mas se amplificam. Nesse movimento, o grupo encontra uma espécie de vocabulário interno, porém sem palavras prontas; um idioma feito de afinidades, contrastes e porosidades.
O título da exposição empresta a frase da escritora e poeta Hilda Hilst (1930-2004). ‘Os sentimentos vastos não têm nome’ propõe um encontro com os entremeios da linguagem, sugerindo um território do indizível, o que seria anterior à palavra. É nesse espaço transitório entre o individual e o coletivo, entre o gesto íntimo e o espaço comum, que a exposição se abre ao público.
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Artistas participantes do grupo de acompanhamento, prática e reflexão ‘LeBre artes visuais’ são
Adriana Conti Melo, Adriano Pantani, Ana Sefair Mitre, Anne Cartault d’Olive, Christina Meirelles, Debora Bertoncelo, Felipe Chefia, Lucila de Jesus, Madu Almeida, Maria Luisa Editore, Regina Sarreta, Reginaldo Pereira, Regis Ribeiro, Rosana Pagura, William Kass